Contatos
- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
E-mail:
Fones:
51-3715-4391 e 51-3715-9562.
 
::: Notícias
 

Pronunciamento do Pe. Cyzo na Santa Missa de corpo presente no Vale de Nazaré, dia 20.04.10

 

Nasceu aos 08.10.1958, em Lajeado, no interior Rio Grande do Sul, região de predominância da cultura germânica. Ele foi o 3º filho de 5 filhos. Seus queridos pais, Sr. Nilo Moerschberger e Sra. Ottília Moerschberger, ainda vivos, são pessoas de profunda fé e profundo compromisso com a Igreja. Eles educaram os filhos na fé cristã e nos valores mais profundos da cultura alemã: trabalho, economia, respeito, vida de frugalidade e muita fé em Deus. Pe. Pedro foi uma vocação adulta. Antes de chegar à Fraternidade, trabalhou em diversas atividades: agricultor, motorista, garçon, assistente de pessoas enfermas e teve toda sua juventude engajado na vida de sua paróquia. Por onde passava conquistava a confiança, simpatia e amizade das pessoas. Amizades que Pe. Pedro jamais descuidou, sempre mantendo alguma forma de contato com as pessoas que para ele significavam uma relação de fraternidade e companheirismo. Ele entrou na formação da Fraternidade no ano de 1989, e fez nela os estudos de filosofia, noviciado e teologia. No dia 28 de março de 1994, fez seus primeiros votos religiosos na Fraternidade, na qual veio a ser um membro fiel e um irmão amoroso; Posteriormente fez a Faculdade de Filosofia na Universidade de Santa Cruz do Sul e teologia no Máximo Palotti, dos Padres Palotinos, na cidade de Santa Maria. Ele escolheu para a sua dissertação final um tema de missiologia; Foi ordenado como Padre da Fraternidade, por Dom Aloisio Sinésio Bohn, na Paróquia Espírito Santo, em Santa Cruz do Sul, no dia 13 de março de 1998. Escolheu como lema sacerdotal um texto do evangelista Lucas, capítulo 10, versículo 21:

“EU TE LOUVO, Ó PAI, SENHOR DO CÉU E DA TERRA, PORQUE OCULTASTES ESSAS COISAS AOS SÁBIOS E ENTENDIDOS, E AS REVELASTES AOS PEQUENINOS”

Na década de 90, ele fez alguma pausa nos estudos para ajudar num projeto de missão ad destra, indo para uma frente missionária da Fraternidade no interior da Diocese de Bom Jesus da Lapa, no estado da Bahia. Mais tarde, final dos anos 90, como Padre, foi para outra frente de missão da Fraternidade, em São João da Chapada, interior da arquidiocese de Diamantina, em minas Gerais, onde assumiu por três anos a função de pároco da Paróquia Santo Antônio de São João da Chapada; Pe. Pedro nunca escolheu nenhuma função ou qualquer status na vida e na missão da Fraternidade. Sempre disponível para somar onde houvesse necessidades e que ele pudesse colaborar. Inseparável do chimarrão, símbolo concreto da partilha sororal, da amizade e do estar com as pessoas. Era acolhedor natural de toda e qualquer pessoa que chegasse à Fraternidade ou nos diversos serviços da pastoral. Na vida prática era sempre atento aos pequenos detalhes.

Sabendo nós de sua lenta, mas progressiva enfermidade cerebral, como seqüela de um acidente de automóvel ainda na adolescência, cuidávamos para que ele não assumisse atividades que fossem por demais estressantes ou de tensões. Os últimos exames neurológicos informam que ele caminhava para uma total paralisia física nos próximos anos. Creio que o Bom Deus não permitiria ao Pe. Pedro, que tanto amou e cuidou de outras pessoas, viver semi ou paralisado. Partiu como viveu: junto ao povo. O fato de sua última atividade ter sido uma pelada de futebol, me revela a síntese da vida do Pe. Pedro: estar cercado de pessoas e com elas, de uma forma mais leve, fazer o jogo da vida, onde não há ganhadores e nem perdedores, mas tão somente amigos e nada mais. O SENHOR DEU E O SENHOR O TIROU. BENDITO SEJA O NOME DO SENHOR – Jó 1, 21; Entregamos ao querido ABBA, o Deus Amoroso, a vida e o ministério do querido Pe. Pedro. Ele viveu e serviu a Mãe Igreja em total e absoluta fidelidade. Viveu a dimensão fraternal de sua consagração com total alegria e entrega. Ele foi um Padre feliz e isso para mim é um testemunho importante hoje para a Igreja.

Agradeço em nome da Fraternidade, a Dom Sinésio, pela solicitude para com a nossa Fraternidade e pela presença de Pai e Pastor na despedida deste nosso querido Irmão. Aos irmãos no ministério sacerdotal, da diocese de santa Cruz do Sul, que aqui chegaram trazendo a presença fraterna e as preces pelo nosso amado Pe. Pedro. Agradecemos também a Dom Manuel Parrado Carral, bispo de São Miguel Paulista, na Grande São Paulo, quando no domingo às 15h presidiu a santa missa de corpo presente na Igreja Matriz da Paróquia São Francisco de Assis, em Guaianases. Ao Pe. José Antônio da Silva, Vigário Episcopal da Região Itaquera-Guainases, em São Paulo, pelo pessoal apoio feito junto ao hospital nos últimos momentos do Pe. Pedro. As pessoas do povo, em São Paulo e aqui em Santa Cruz do Sul, que de uma forma ou de outra, apoiaram o ministério do Pe. Pedro. Agradeço aos membros de nossa Fraternidade em São Paulo que assistiram e acompanharam na solicitude fraterna o último momento do Pe. Pedro. De forma muito especial, agradeço ao co-fráter, Pe. José Carlos Stoffel, que nesses 3 anos foi um irmão bem samaritano do Pe. Pedro. Coube ao Pe. José Carlos ter sido sentinela, proximidade e amorosidade nesses últimos anos do nosso amado Pe. Pedro. Obrigado Pe. José Carlos pelo teu testemunho de acolhida fraterna e de constantes ajudas na missão do nosso fraterno Pe. Pedro! Aos nossos fraternos aqui no Vale de Nazaré, juntamente com Pe. Adalberto Ronconi, pela dedicação e esforço na preparação de tudo para que este dia pascal do nosso Pe. Pedro seja celebrado com muita dignidade.

A Fraternidade logo mais vai celebrar seu Jubileu de 25 Anos de Fundação. Certamente antes disso, quis o Bom Deus, diante do Trono do Cordeiro, dois Fraternos dessa tão pequena Fraternidade. Agora Pe. Pedro encontra-se na Casa do Pai com o nosso Fraterno João Martins, falecido bem próximo de sua ordenação Presbiteral. Que o Bom Deus, tendo lá essas duas testemunhas, fiéis construtoras do carisma da Palavra e da Missão na Igreja, possa atender as súplicas que confiantes elas farão para nossa abençoada peregrinação neste mundo. Ainda uma palavra de gratidão aos colaboradores dos três programas sociais do Instituto Humanitas aqui em Santa Cruz do Sul, pelo fraterno e laborioso envolvimento nas diversas atividades para que hoje possamos celebrar, com dor, mas acima de tudo com esperança pascal, a partida deste querido irmão. Aos familiares do querido Pe. Pedro, especialmente Sr. Nilo e Sra. Ottília, agradecemos, por entregar o vosso filho à Mãe Igreja. Tenham os senhores muita força do Alto nesta dura oferta que hoje se faz.

As pessoas que vieram de Lajeado e de vários outros lugares que aqui estão, sintam-se acolhidas. Obrigado pelo vosso fraterno esforço em estar aqui nesta despedida. A todos e todas nossa gratidão. Às inúmeras mensagens de condolências que têm chegado de várias partes do Brasil, Alemanha, Itália, Espanha e Colômbia, nos dão uma dimensão do quanto o Pe. Pedro foi amado e querido. E assim, iniciamos esta Santa Missa de exéquias para logo mais levarmos seu féretro ao cemitério da Fraternidade para o repouso e descanso eternos - Esta fala foi traduzida para a língua alemã e enviada para várias pessoas que conheciam o amado Pe. Pedro;

Pe. Cyzo Assis Lima,fpm

 
 
 
 
 
 
 
“Não tem razão para afligir-se quem dedica às coisas do Espírito. Louvai por isso Sua Majestade (O Bom Deus) e confiai em Sua bondade, pois Ele nunca faltou aos seus amigos”
 
Santa Teresa de Ávila - Livro da Vida